Bruno Barros de Assunção

12 de Fevereirode 2013

IDADE: 28 anos.
FORMAÇÃO: 
Bacharel em Direito pela UFPB.
QUANTOS CONCURSOS JÁ REALIZOU: 
Em torno de 12 a 15 concursos.
CARGO QUE OCUPA: 
Procurador da República.
OBJETIVO FINAL NA CARREIRA PÚBLICA: Não pretendo prestar qualquer outro concurso público. Todavia, possuo alguns projetos de livros e cursos voltados para concursos. Além disso, possuo um blog sobre concursos públicos (blogdobrunobarros.blogspot.com).

Por que resolveu fazer concursos?

 

Desde o início da Faculdade, sempre tive intenção de ingressar no serviço público. Nunca pretendi advogar. Por um lado, acredito que a estabilidade funcional e financeira tenha sido bastante atrativa. De outro, almejava desempenhar cargos através dos quais eu pudesse dar minha parcela de contribuição, ainda que ínfima, à sociedade; buscava trabalhar em algo que me fosse gratificante.

 

Fale um pouco de sua trajetória nos concursos públicos:

 

No início da Faculdade eu não era muito ligado em concursos para Tribunais. O meu primeiro concurso foi do TRE-PB, acho que em 2004 ou 2005. Fui aprovado, mas classificado lá pra 700 e tanto (Analista). Depois, me dediquei mais ao estudo da doutrina e às seleções para estágios, tendo sido aprovado, em 1º lugar, para os estágios da JF e do MPF na Paraíba. No último ano, comecei a me preparar especificamente para concursos, tendo passado, e sido nomeado, no TJPE (Técnico e Analista) e para Analista da JFPB (7º lugar).

 

Nessa época, também fui o primeiro lugar na prova objetiva da OAB/PB, com 84 questões, salvo engano. No último semestre da Faculdade, passei em 4º lugar na prova objetiva da PGE/PB, mas reprovei na 2ª fase. Alguns meses depois, fiz a PGM-Recife, sendo aprovado em 1º lugar dentre 5 mil candidatos. Após, também fui aprovado na PGE-AL (3º lugar) e na AGU (Advogado da União), mas não assumi nenhum dos dois cargos.

 

Tudo isso ocorreu no primeiro ano de atividade jurídica. Depois disso, foquei nos estudos para os TRF´s e para o MPF. Em relação aos TRF´s, passei, entre os dez primeiros, na prova objetiva dos TRF´s 1, 2 e 5. Nos dois primeiros, por questões pessoais, não fiz a segunda fase. No terceiro, fui aprovado na prova discursiva e na sentença cível, mas reprovei na sentença penal. Quanto ao MPF, fui aprovado no 25º concurso (4º lugar nas provas, 6º lugar com os títulos) e também na primeira fase do 26º concurso (que ocorreu antes da prova oral do 25º). Por fim, também cheguei à prova oral do TJPB, mas não fui fazê-la, pois já havia sido aprovado no MPF e também por outras questões pessoais.

 

Qual a sua metodologia de estudo?

 

Não existe a fórmula mágica para se estudar. Eu já tive a oportunidade de ler um artigo de um professor (muito bom, por sinal), no qual ele afirma que o ideal é estudar apenas uma matéria por vez, no máximo duas. Mais do que isso, o estudante não conseguiria absorver nada. Eu, particularmente, sempre estudei todas as matérias ao mesmo tempo. Se estudasse apenas uma ou duas matérias por vez, sentia que estava “esquecendo” tudo das outras matérias e que o Edital não avançava. Assim, penso que cada pessoa tem um jeito próprio de estudar e deve buscar descobri-lo. Há aqueles que gostam de fazer resumos. Eu não escrevia nada. Há aqueles que gostam de estudar em grupo. Eu sempre estudei sozinho.

 

Há aqueles que sentem necessidade de estudar tantas páginas por dia. Eu nunca contei quantas páginas estudava por dia. Vejam, não estou dizendo que fazer resumos, estudar em grupo ou contar quantas páginas estuda por dia é errado, que ninguém deve fazer isso. Apenas digo que o modo de estudo com o qual eu me adequei não seguia esses passos. Conheço muitos colegas que estudavam por resumos, ou em grupos, ou uma única matéria por dia, e conquistaram seus objetivos. Portanto, não existe o caminho a seguir, válido para todos. Existe um caminho a ser descoberto por cada pessoa.

 

O que se pode fazer é buscar conhecer métodos de estudos adotados por outras pessoas, a fim de verificar se esses métodos também lhe são úteis. Eu estudava da seguinte forma. Programava os meus estudos durante a semana, contando quantos turnos livres eu teria e dividindo as matérias por esses turnos. Às matérias mais importantes costumava destinar o turno mais longo (para mim, a manhã). Buscava colocar matérias das quais gostasse mais em turnos considerados problemáticos (segunda de manhã, sexta à noite, sábado de manhã, enfim), para que o estudo rendesse.

 

Não fazia resumos. Fazia destaques no livro, com marca-texto, e, após a leitura do tema, buscava explicar, em voz alta, tal como se estivesse dando aula, a matéria. Assim, eu conseguia visualizar o que havia, de fato, assimilado, e o que eu precisava reler no livro ou buscar em outro material. Também não tinha o hábito de ler só a legislação seca. Costumava ir lendo o livro junto com a lei seca e, ao término, pesquisar o entendimento do STF e do STJ sobre aquele tema (muitas vezes, além da pesquisa nos sites, procurava algo nos meus arquivos de informativos).

 

É extremamente importante a resolução de questões de concursos anteriores, principalmente daqueles elaborados pela mesma banca examinadora. No meu caso, eu gostava de selecionar dezenas de provas de concursos e programava os meus estudos para encerrarem 10, 15 dias antes da data da prova. Esse período eu passava apenas fazendo as provas selecionadas, mas não me limitava a responder simplesmente a questão.

 

Em cada questão, eu, seguindo a minha metodologia de explanação, buscava discorrer, em voz alta, sobre os principais pontos relativos àquele tema, relembrando súmulas e entendimentos jurisprudenciais, mesmo que não fossem exigidos na questão. Por exemplo, se havia uma questão perguntando o prazo para oferecimento da contestação, eu não me resumia a procurar a alternativa que contivesse a resposta de 15 dias.

 

Eu procurava discorrer sobre a contestação (resposta do réu, formas de resposta, preliminares, ônus, prazos diferenciados etc...), a fim de relembrar tudo que fosse importante quanto ao assunto. Se não me recordasse bem de algo, ia nos livros revisar o tema. Nos últimos dias, também focava na revisão das súmulas do STF e do STJ, visto que muitas questões de provas objetivas refletem estes enunciados.



Algumas dicas e conselhos que você acha interessante para quem está se preparando para um concurso público:

- Estude sempre por um Edital (aquele do concurso que você pretende ou algum parecido, da mesma banca e recente);

 

- Planeje o seu estudo. Programe a sua semana, estipulando o que você irá estudar em cada dia, e tendo em vista o prazo que você deseja, ou precisa, para avançar no estudo do Edital escolhido;

 

- Esteja sempre atualizado. Busque ler o máximo de notícias (sites do STF, STJ, sites jurídicos, jornais, revistas, blogs etc...). Ao longo de sua trajetória, o concurseiro verá que muitas dessas informações poderão responder questões de provas;

 

- Acostume-se a ler, e reler, inúmeras vezes, as súmulas do STF e do STJ (indispensável, especialmente para concursos da CESPE);

 

- Organize-se para a leitura dos Informativos do STF e do STJ (indispensável, especialmente para concursos da CESPE). Divida os julgados em matérias (constitucional, administrativo etc...) e submatérias (controle de constitucionalidade, direitos fundamentais, direitos políticos etc...), criando pastas e arquivos, e salvando os julgados sob o mesma tema no mesmo arquivo, de modo a facilitar a leitura e a pesquisa posterior, seja para concursos, seja para trabalhos (atualmente, continuo lendo e salvando os julgados dos informativos para uso na prática do MPF). Escrevi algo sobre isso no blog;

 

- Faça provas de concursos anteriores (de outros cargos, inclusive), para se adaptar aos formatos e ao conteúdo das questões;

 

- Participe de grupos de estudos na internet (cito, exemplificativamente, EBEJI e EMAGIS), para treinar a redação de questões subjetivas e a elaboração de peças e dissertações. Além disso, os mediadores os manterão atualizados sobre as principais questões discutidas dentro de cada instituição.

 

Particularmente, sabendo que no final de semana a disposição de sentar e ler dezenas de páginas é bem menor, eu reservava esses dias para responder as questões e para atualizar a leitura dos informativos, de maneira a fugir um pouco da rotina semanal de leitura de livros.

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